Tá sabendo, Martha. Tá sabendo.

"E quando se for, deixa teu sorriso. Ou melhor, sua boca. Se for embora, deixe sua pele quente. Ou então, seus braços e abraços. Se for pra ir, deixe sua mania. Sua teimosia. Deixe comigo a paz que você carrega. Se quiser ir embora, deixe comigo sua amizade. Cumplicidade. Sua paixão. Se for pra não voltar, me deixe com o teu calor, carinho e tuas cócegas. Se quiser, deixe seu retrato. Sua lembrança. Seu beijo. Se for pra ir embora, não vá. Deixe você por inteiro."
Cabana dos Sonhos. (via opostos)

(Fonte: cabana-dos-sonhos)

"Só amigos”. É o que sai de nossas bocas, mas é também o que nossos os olhos negam e os nossos sorrisos delatam. Depois de tantas idas e vindas, é aqui que estamos parados de novo, como se tivéssemos voltado à primeira estaca: somos – só – amigos. Dá pra rir com isso, mas nós só concordamos. E fingimos que o fato de não conseguirmos passar algumas horas longe um do outro é pura amizade sincera e que está “voltando aos poucos”. Você me provoca e eu dou risada. Eu te provoco e você perde a linha. Como se não fizesse tempo o suficiente que essas coisas deixaram de fazer parte da nossa rotina, você me acusa de ser chata na TPM, eu acuso de odiar o jeito como você sempre se faz de vítima. “Mas ué, há quanto tempo vocês estão se falando de novo? Como é que sabem tanto um do outro?” Você se cala, eu reviro os olhos. Você é insuportável, garoto. Eu adoro te irritar, garota. Gorda, gordo, baleia, chaminé, sedentária, quatro-olhos, idiota, babaca. Cala a boca, eu não suporto ouvir você me tratando como sua amiguinha. Cala boca, você estava falando com quem? “Por que vocês estão dividindo tantos sonhos juntos, se daqui a pouco se irritam e vai cada um para um lado?” Alguém pergunta e a gente não responde em voz alta. Gosto da companhia dele, eu digo sem encarar ninguém nos olhos. Ela foi muito importante pra mim, você sussurra porque usar o passado parece não te convencer. Só amigos. Esse ciúme é puro doce – não, é puro amargo difícil de engolir. Não tenho direito de falar mais nada. E eu não quero ir dormir sem falar com você. Obrigado por tudo. Eu que agradeço. Um suspiro meio pesado escapa pelos meus lábios, uma expressão de confusão passa pelo seu rosto. Não devíamos ter continuado com isso. Entre continuar sentindo a sua falta todos os dias e estar com você todos os dias, mas sentir falta do que éramos antes, eu preferia não sofrer mais. Mas nada nunca está bom. E é isso que a gente tem. Só não me pede pra abrir mão de você agora, porque se precisar eu vou, mas não te deixo ir. Então o que a gente faz com esse sentimento que habita em nós dois, mas que a gente não tem mais coragem de dizer? O que eu faço com essa vontade de ficar com você pra sempre, e de dividir com você todos os cafés e copos de Nescau do mundo, e de não parar de conversar contigo nunca mais, porque você é só a melhor companhia que eu encontrei no universo? E o que eu faço com essa vontade de beijar você? A gente finge que nada disso existe e continua exibindo o “só amigos” por ai? Não tem nada a ver com o fato de que você é o sonho de qualquer uma: você me suporta, entende? Você fica aqui comigo. E você me abandona quando se irrita, mas não te procurar na manhã seguinte é pedir pra sentir frio. Frio por dentro, uma falta justificada. Quando você voltou, as coisas voltaram a ser mais felizes: tu é meio sinônimo de felicidade. Você sabe que mais hora, menos hora, isso vai acabar, não sabe? Sei. Mas quando acontecer, estaremos preparados, porque não é nada que não tenha acontecido um milhão de vezes antes. Eu dou risada disso: você sabe que eu ainda vou casar contigo, não sabe? E seu sorriso diz: é melhor que sim."

(Fonte: nopaisdasmaravilhas)

"Olhos claros, cabelo preto, algumas sardinhas na bochecha e um carisma de outro mundo. Ela lia livros à tarde e estuda à noite. Ela gostava de MPB e tinha um estilo próprio. Era pra ser minha, mas não foi. Não fui. Não fomos. A conheci numa festas dessas que eu sempre vou, tentando achar uma mulher que me ature por mais de um mês. Ela era diferente. Estava sentada num cantinho, e eu sabia, ela queria dançar. Eu já conhecia aquele lugar como a palma da minha mão, mas não a conhecia muito bem. Ela poderia gostar de dançar, mas não com um cara como eu. Eu era apenas um cara que sabia dançar e que ia em lugares deprê pra conseguir arranjar alguma mulherzinha de segunda mão. Sabe? Aquelas pra ficar de vez em quando, e botar uma aliança no dedo só pra dizer que está amarrado. Uma mulher que me aturasse, pelo menos por um mês. E ela era diferente de todas. Todas. Ela tinha uma inteligência de outro mundo, falava umas cinco línguas - e eu nem sei falar português direito. Ela usava umas jaqueta de couro preta, tentando esconder aquela beleza que eu via de longe. Era pra ser, mas não fui. Não fomos. Ela até que simpatizou por mim, mas foi uma pena constar que eu não fazia o tipo dela. Ela gostava de caras menos despojados, e eu era simplesmente um qualquer. Ela era mais, e eu era menos. Ela estava com toda aquela beleza, e eu estava com a barba rala, um tremendo vagabundo e desinteressado pela vida. Ela gostava de ficar em casa, e eu nem poderia imaginar o motivo pela qual ela estava ali, conversando comigo. Ela tinha cara de quem ia dormir com 3 livros na mão e um punhado de lágrimas nos olhos. Ela gostava de cobertor e de bebidas quentes, tipo chá. Ela gostava de coisas caseiras, como assistir filmes no sofá, embaixo de um edredom grosso e quentinho. Ela tinha cara de menininha prendada e de inexperiente na cama. Ela era o oposto de mim, e eu tentava encontra um motivo que fosse, pra ela pelo menos me dar uma chance. Eu gostei dela, e foi de primeira vista. A gente se conheceu de primeira viagem e já sonhou com coisas de casais, tipo uma família, ou coisa do tipo. A gente se conheceu ali, naquela balada deprê que eu frequento quase todo final de semana. E eu dei graças a Deus, pelo menos por aquele dia. Valeu a pena, eu a encontrei o meu tão sonhado amor. Ela estava ali, parada na minha frente, mas eu não pude fazer nada. Queria beijá-la sem parecer atirado ou um pegador barato que finge que vai no banheiro e que nunca mais volta. Tudo sem vírgula mesmo, sem ar pra respirar. Ela estava ali, e eu queria pegá-la para mim e dizer: “Agora aquete o facho. Te vi, te quis e agora você é minha.” eu queria, juro que queria. Mas não dava… Ela era linda, cara. E tinha uns olhos claros, uma cor que eu nem sei o nome. Ela era diferente de todas as outras que eu tinha conhecido, e eu jamais fui de me atirar nos pés de uma mulher. Eu a queria para aquele momento e todos os outros que viessem a acontecer. Ela era minha, só que ainda não sabia. E eu quis a segurar e a ordenar que me beijasse, mas isso seria uma tremenda falta de vergonha na cara. Ela era linda, e não merecia a minha falta de respeito. Eu a levaria pra jantar numa boa… Numa noite dessa, qualquer dia. Eu nem trabalho mesmo. Então, sem problemas! Ela era perfeita, e quando eu a via parecia que um holofote a iluminava. Ela era um anjo, cara. Ela podia não ter um par de asas, mas ela era um anjo. Eu sei. Eu quis que ela soubesse que eu estava tremendamente afim dela, mas eu sei que ela me deixaria sozinho dançando. Ela quis ir embora, e eu pensava com um arrependimento tão grande: “Pode ir, mas me leva junto. Me arruma, me desentorta, me monta de novo.”. Mas ela se foi. E com ela, levou meu coração. Era pra ser minha, de verdade. Pena que não sabia. Um dia eu a encontro de novo, e eu juro, da próxima vez eu a chamo pra jantar fora."
Alugue Felicidade.   (via opostos)

(Fonte: aluguefelicidade)

verbalizadoss:

Ajuste o volume em 25% Aperte o play e aguarde o começo da música

Queira me desculpar, mas a falta de tempo tem atrapalhado te escrever. 
Quero que saiba que ainda são as mesmas aquelas sensações que eu nunca soube explicar. O tempo se estende, parece ir rumo ao Norte, de forma perspicaz. Eu sei que ele não irá mais voltar, mas eu sim irei. Já a distância permanece e insiste em atormentar, eu vivo sozinho, sonhando com aquele pôr do sol que nos unia ao acordar, mas hoje nesse mesmo acordar encontro a melancolia dessa sensação de te perder entre os dedos. Ela aumenta ao ver fotos suas, desperta em lembrar e as vezes até some ao ver teu sorriso explicito em meu pensamento. É questão de fechar os olhos e te sentir, te venerar, venerar as lembranças. Mas por favor só não me esqueça, não esqueça que eu não irei te esquecer sequer um segundo ao suspirar, e se ainda há suspiros em mim, é por te lembrar. Só encontro as respostas para todas as minhas perguntas quando no meio da sentença há eu e você.
Hoje encaro os sentidos da vida como uma real lição, há escolhas, há sorrisos entre lágrimas e vice versa, há palpitação, há solidão, há amor. E há distância, dentro da distância há algo que ocupa todo o espaço que lá existe, é como parenteses, é um disfarce doloroso e omitido, lá há saudade.
Há saudades tua.

Quem não tem colírio… 👀

Registrando a primeira vez em que me levaram nas alturas. (at Céu)

Olha o almocinho que prepararam pra mim hoje! Hummmm… (at Onofre Gomes’ house)

  1. Camera: Samsung GT-C3222
  2. Aperture: f/2,8
  3. Exposure: 1/8th
  4. Focal Length: 2mm